terça-feira, 25 de maio de 2010

I RISOTO DE FRUTOS DA MAR DA GINCAPONTA MIRIM


Ola


Todos sabem que nao é facil realizar ações quando nao se tem muitos ou quase nenhum recurso e quando tambem nao se pode contar com o poder público.

É por isso que a ABS (Associação do Bairro de Sambaqui) esta promovendo o I RISOTO DE FRUTOS DO MAR da Gincaponta Mirim com o intuito de arrecadar fundos para premiar as equipes que participaram dessa Gincana, que foi realizada em fevereiro passado e que acontece ha 18 anos em nossa comunidade.

Resgatando a cultura e os valores de nossa gente de diferentes formas.


Então convidamos a todos a participarem ou colaborarem de forma possivel na realização e no sucesso deste evento. É com a sua participação que conseguiremos atingir o objetivo


Agradeço a todos


Rodrigues Viana

Presidente da ABS

(48) 9135-3055



Obs: Os convites estão a venda com os integrantes das equipes e com a Diretoria da ABS.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

RESTAURAÇÃO DO CASARÃO

Foto: Bruno Sartorato
Olá

Todos que passam pela Ponta de Sambaqui, observam que o nosso Casarão está passando por um período de obras.
Depois de muita luta, conseguimos a tão almejada restauração, agora é planejar a sua ocupação e aguardar ficar pronto.
A obra está sendo acompanhada pela nova diretoria da ABS, os tecnicos de restauro do IPUF, e da Prefeitura Municipal de Florianopolis.
A previsão de entrega da obra que se iniciou em março, é para o final deste ano.
Foram restauradas partes internas, e no momento os operários trabalham cuidadosamente no telhado. Para não perder as suas caracteristicas originais.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

I RISOTO DE FRUTOS DO MAR DA GINCAPONTA MIRIM

Ola Pessoal,


Venham prestigiar mais um evento da Associação do Bairro de Sambaqui com parceria do Bloco Baiacu de Alguém, em prol da Gincaponta Mirim.

Que tal um Risoto de Frutos do Mar, em um dos locais mais belos da Ilha, feito por quem entende do assunto????

Voce não vai ficar de fora, vai?? Os convites estão à venda com Rodrigues 9135-3055, sendo que 01 convite sai por R$ 20,00 e 02 por R$ 30,00.

Dia 01/05/2010, a partir das 12:00 na sede no Baicu em Sto Antônio de Lisboa.





segunda-feira, 19 de abril de 2010

REUNIAO SOBRE O ESTALEIRO OSX E SUAS CONSEQUENCIAS PARA A NOSSA COMUNIDADE

Ola Pessoal,


Mais uma vez precisamos da participação de todos para mais uma batalha, desta vez é contra a implantação do Estaleiro OSX que será construido em Tijuquinhas e que afetará todo o habitat natural da região.


A Presidente do Conselho Comunitario do Pontal de Jurere Heloisa Helena Wagner da Silva convida para uma reunião importante que acontecerá:

Dia 19/04/2010 as 20:00 horas em sua sede na Praia da Daniela, Avenida das Palmeiras, 566


Estarão presentes técnicos e analistas ambientais da ICMBIO que auxiliarão com informações técnicas e científicas sobre o impacto que terá este empreendimento em toda a nossa região.


Para unirmos forças estarão presentes também: ICMBIO, CR-9, Associação dos Moradores e Proprietarios de Jurere Internacional, Associação do Bairro de Sambaqui, Associação de Moradores de Jurere, Associação de Moradores da Praia do Forte, Associação da Barra do Sambaqui e CONSEG 32 Jurere/Daniela/Forte/Ratones.

Mais informações sobre a implantação do Estaleiro, no site da FATMA, ou em www.sambaquinarede2.blosgpot.com


quarta-feira, 24 de março de 2010

Protesto contra o PLANO DIRETOR






























Oi amigos,

Na sessão solene realizada pela Câmara Municipal de Florianópolis, na Assembléia Legislativa, ontem, na data de comemoração de aniversário de Florianopolis, novamente houve protesto por parte das entidades comunitárias que se opõem a imposição do Plano Diretor pela Prefeitura.

Acima algumas fotos de Ben Kraijnbrink


























sábado, 20 de março de 2010

A tomada do TAC

Por Angela Maria Liuti*

A população tomou literalmente o Teatro Álvaro de Carvalho – TAC, ontem à noite, na suposta Audiência Pública – AP, de apresentação do Plano Diretor, impedindo a realização de uma audiência de faz de conta, que pretendia referendar o processo participativo do Plano Diretor de Florianópolis. Com palavras de ordem contra o engodo participativo, e ante a ameaça do Sr Átila, presidente do IPUF – Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, em chamar a polícia, moradores subiram ao palco e manifestaram-se contrários à encenação de referendar um “Plano Diretor Participativo”.

O ato cívico de ontem foi a gota d’água de um descontentamento geral e irrestrito devido às diretrizes discutidas e aprovadas nas leituras comunitárias não terem sido consideradas na leitura técnica, além do encerramento do processo participativo do Plano Diretor no final de 2008 e durante 2009, em que a prefeitura rompeu unilateralmente com o Núcleo Gestor Municipal – NGM, cujos representantes foram eleitos em 13 Audiências Públicas realizadas nos distritos de Florianópolis, e duas no TAC, em que se elegeram representantes das comunidades, movimentos sociais e de classe, para acompanhar, fiscalizar e deliberar sobre todo o processo do Plano Diretor Participativo de Florianópolis.

Acabadas as eleições, prefeito eleito, o mote participativo não seria mais necessário para o próximo objetivo do governante municipal, candidatar-se a governador. Por isso a pressa em enviar o projeto à Câmara Municipal dia 23 de Março, presente de grego ao aniversário da cidade, tudo jogo de cena, a cidade é o que menos importa.

Com o rompimento explicitado da prefeitura com o NGM, desmonte das bases distritais, com ameaça jurídica para os representantes entregarem as bases, computadores, material produzido, etc. Os membros do NGM, do movimento comunitário, sociais, universidade e de classe, continuaram a reunir-se em auto-convocação, durante todo o ano de 2009 e início de 2010.

O Ministério Público Federal e Estadual foi acionado na busca do diálogo com a prefeitura e pelo retorno dos trabalhos do NGM, tudo em vão. A prefeitura foi taxativa em afirmar que o NGM foi constituído para acompanhar a leitura comunitária, apenas, contrariando artigo da Resolução 25 do CONCIDADES que diz que o NGM deve acompanhar todas as fases do Plano Diretor até à sua execução final.

Todo este processo está documentado pelos NGM e MPF e desta forma, esgotadas as negociações, foi deliberado pelo NGM entrar com uma ação na justiça contra o rompimento com o processo participativo do Plano Diretor. Foi dada a entrada a uma ação em nome do NGM, pela União Florianopolitana de Entidades Comunitárias -UFECO, entidade com caráter formal e membro do NGM. Processo nº 023.09.072721-8

Foram solicitadas liminares contra o processo comandado pelo IPUF sem o controle social, efetivado pelo NGM. Todas foram negadas. A última liminar foi julgada pelo desembargador Henrique Blasi, que notadamente deveria ter sido considerado impedido de julgar por tratar-se de causa referente ao prefeito do mesmo partido que o seu, o PMDB.

A UFECO pretende permanecer em alerta, a população deve manter-se mobilizada e que os Ministérios Públicos Federal e Estadual sejam os guardiães da Constituição Federal e Estadual no que diz respeito ao direito à cidade, à participação efetiva da população no Plano Diretor, respeitadas as deliberações dos moradores no rumo da cidade que queremos, de modo que a cidade de Florianópolis não seja tomada por uma outra banda que quer explorar os recursos naturais da Ilha de Santa Catarina à revelia de seus moradores, tão legítimos quanto todos que aqui fazem seus negócios.

Como a memória dos governantes é curta, vale lembrar que Florianópolis tem grandes histórias de lutas e de resistência de seus moradores ao modelo excludente e desenvolvimentista imposto por governantes e empreendedores.

Como exemplo, em 1989, em Ingleses, tivemos a luta do movimento Ilha Ativa em que os moradores barraram o Plano Diretor que previa invasão de dunas pelo sistema viário entre outras coisas. Os moradores da Lagoa, através da AMOLA – Associação de moradores da Lagoa, resistiu ao modelo econômico de exploração da paisagem, conseguiu barrar grandes empreendimentos na orla; o Campeche, em 2003, barrou o Plano Diretor em tramitação na Câmara de Vereadores que previa 400 mil pessoas na Planície do Campeche, através de mandado de segurança impetrado pela AMOCAM - Associação de Moradores do Campeche e UFECO, em conjunto. Pântano do Sul, Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa, João Paulo, são localidades da ilha que também tem histórias de gentes resistentes a este modelo governamental e econômico que não privilegia seus moradores, pagantes de impostos.

Então, o que aconteceu ontem no TAC não foi um rompante passageiro. Nossa gente tem história!

*Angela Maria Liuti é presidente da União Florianopolitana das Entidades Comunitárias (Ufeco)